Atenção. Seu browser não suporta JavaScript!
Acompanhe ao Vivo
Cidadania Web Mail Intranet

Notícias

09/04/2021 - 18:38:00

Vereadores discutem vacinação com representantes da Fiocruz e Ministério da Saúde

email
1
Na tarde desta sexta-feira (9), os vereadores de Londrina discutiram a vacinação contra a covid-19 com representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde (MS). Os principais temas abordados foram o prazo para entrega dos imunizantes, a compra por empresas privadas e a indicação de medicamentos sem comprovação científica para tratamento do novo coronavírus. A reunião pública remota foi organizada pela Comissão Especial de Acompanhamento do Plano Municipal de Vacinação Contra a Covid-19 em conjunto com a Comissão de Seguridade Social, e foi transmitida ao vivo pelos canais do Legislativo no Facebook e no Youtube.

O diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, informou que o MS distribuiu até agora 47,5 milhões de doses das vacinas AstraZeneca e Coronavac para estados e municípios. Segundo ele, a agilidade no envio depende do volume de produção dos imunizantes e de outras vacinas contra a covid-19 cuja compra foi encaminhada pelo governo federal, mas que ainda não foram ofertadas para a população. "O problema do Brasil e do Ministério da Saúde não é recurso, porque o legislador federal se apresentou para liberar recursos para este enfrentamento. Nosso problema é ter a produção destas vacinas [...]. Estamos aguardando que os laboratórios consigam produzir mais vacinas. Não é só a Fiocruz e o Butantan, são todos estes outros com que nós temos contratos. [Esperamos] que eles agora comecem a entregar estas vacinas para o Programa Nacional de Imunização", disse ele, lembrando também das vacinas da Pfizer e da Janssen.

A Fiocruz, entidade vinculada ao Ministério da Saúde, é responsável pela produção, no Brasil, da vacina Oxford/AstraZeneca, que é distribuída desde março pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também oferece à população a Coronavac, produzida localmente pelo Instituto Butantan. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger (foto), informou que a fundação está ampliando a capacidade de produção da vacina. Segundo ele, entre março e o dia 2 de abril, a entidade entregou 8,1 milhões de doses ao Ministério da Saúde e na semana atual e a seguinte, a previsão é enviar mais 6,7 milhões de doses. A meta da instituição é produzir 100,4 milhões de doses da AstraZeneca no primeiro semestre deste ano e mais 110 milhões no segundo semestre. A partir de maio, a Fiocruz também pretende começar a produzir os insumos para elaboração do imunizante, tornando o processo totalmente nacional. "Sabemos de toda dificuldade que o Brasil está passando neste enfrentamento, mas a gente está muito confiante de que está numa fase mais confiável deste nosso trabalho. (...) A gente fazia 100 milhões de doses de mais de oito vacinas todos os anos. Agora a gente está querendo fazer 200 milhões só de uma e ainda continuar fazendo as outras 100 milhões. Realmente é um desafio muito grande", afirmou.

O presidente da Comissão Especial de Vacinação, vereador Nantes (PP), disse que a participação dos convidados foi fundamental para esclarecer dúvidas dos parlamentares a respeito da imunização e das diretrizes dos órgãos de saúde. "A participação deles, além de dar um peso para a reunião, com informações técnicas, nos situa da real situação do novo coronavírus e da vacinação em nível nacional, que acaba de certa forma afetando nosso município", pontuou. Já a vereadora Lenir de Assis (PT), presidente da Comissão de Seguridade Social, relembrou que esta foi a segunda reunião da comissão sobre o tema e defendeu que todas as doses produzidas sejam destinadas ao SUS. "Os laboratórios têm condição de produzir vacinas. Já são produtos testados, diferentemente de medicamentos que muitos ainda insistem em prescrever e utilizar sem comprovação científica. A vacina esta comprovada e é o único caminho possível para o tratamento da covid", afirmou.

Compra por empresas – A vereadora Prof.ª Sonia Gimenez (PSB), relatora da Comissão Especial da Vacinação, fez questionamentos sobre o projeto de lei que foi aprovado na Câmara dos Deputados para permitir que empresas privadas adquiram vacinas contra a covid-19. O diretor do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, afirmou que atualmente há dinheiro disponível para compra de imunizantes para toda a população nacional e defendeu que toda a vacinação seja feita pelo SUS. "Neste momento pandêmico, toda a produção e toda aquisição de vacina contra a covid tem de e deve ser pelo Ministério da Saúde. Porque comprar vacina não é algo tão fácil, é algo um tanto quanto complexo", disse.

Balanço – No Brasil, até o momento, foram vacinadas na totalidade a população indígena, quilombola, ribeirinha, além de idosos internados e em casas de repouso e maiores de 70 anos, de acordo com o representante do Ministério da Saúde. Segundo ele, também foram imunizados 97% dos profissionais de saúde, 31% das pessoas maiores de 65 anos e 6% dos integrantes das forças de salvamento, como polícias e bombeiros, e Forças Armadas.

Tratamento precoce – O vereador Madureira (PTB) questionou sobre a suposta eficácia de medicamentos contra a covid-19, conhecidos como parte de um tratamento precoce. Já Nantes (PP), presidente da Comissão Especial de Vacinação, indagou sobre estudos e protocolos a respeito destes fármacos. O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Kriger, informou que, até o momento, não há medicações com eficácia cientificamente comprovada para evitar a doença. "Os medicamentos não têm terapêutica eficiente para eliminar o vírus. Já temos medicamentos que melhoram muito para os pacientes graves, [...] mas são medicamentos muito limitados, para uso de pacientes muito graves. Não temos medicamentos que permitam fazer prevenção ou tratar formas leves. Isso, infelizmente, não temos", lamentou. 

Durante a reunião também participaram o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado e os médicos Beatriz Tamura, presidente da Associação Médica de Londrina; Alcindo Cerci Neto, pneumologista do Hospital Universitário (HU) de Londrina; Zuleica Naomi Tano e Claudia Maria de Maio Carrilho, infectologistas do HU. Os médicos defenderam a vacinação em massa da população e o distanciamento social como formas de prevenção da covid-19 e desencorajaram o uso de medicamentos sem comprovação científica para tratamento da doença.

Londrina – Na cidade, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, até ontem (8), foram aplicadas 79.577 primeiras doses e 20.771 segundas doses das vacinas contra a covid-19. Já o boletim de hoje informa que Londrina soma 1.065 mortos durante a pandemia e 46.029 casos confirmados da doença. 

Comissões – A Comissão Especial de Acompanhamento do Plano Municipal de Vacinação Contra a Covid-19 da Câmara de Londrina foi criada no dia 2 de fevereiro deste ano para fiscalizar o processo de imunização dos londrinenses. O grupo é composto pelos vereadores Nantes (PP), como presidente; Prof.ª Sonia Gimenez (PSB), como relatora; e Prof.ª Flávia Cabral (PTB), como membro. A comissão tem 180 dias, contados a partir da instalação, para apresentar o relatório final dos trabalhos desenvolvidos, podendo ter a duração prorrogada por mais 90 dias, se necessário. Já a Comissão de Seguridade Social é permanente e tem como integrantes os vereadores Lenir de Assis (PT), como presidente; Nantes, como vice-presidente; e Eduardo Tominaga, como membro

CÂMARA MUNICIPAL DE LONDRINA ASCOM JORNALISMO Funcionamento: 13h às 19h. Redação Vinicius Frigeri MTB 7.792PR 

Galeria de Imagens

Enviar Notícia

Brasão da Câmara Municipal de Londrina
CÂMARA MUNICIPAL DE LONDRINA
Rua Gov. Parigot de Souza, 145
Caiçaras Londrina / PR - 86015-903
PABX
(43) 3374-1300